domingo, 28 de outubro de 2018

Maior que nunca


Skatista em pista - Foto: pixabay


Não importa se é em pistas ou em rua, o skate é um dos esportes mais praticados no
brasil e  número de praticantes deste esporte não para de crescer. Segundo o Datafolha,
em pesquisa para a confederação brasileira de skate (cbsk), entre 2009 e 2015 o número
de skatistas mais que dobrou e já são 8,5 milhões.


Por ser um esporte que não exige grandes investimentos o crescimento do skate nunca
foi tão expressivo quanto atualmente, entre 2002 e 2006 houve um aumento de 11%
no número de praticantes, entre 2006 e 2009 essa porcentagem saltou para os 20%,
já entre 2009 e 2015 o crescimento foi superior aos 100% o que representa o crescimento
dos 4 milhões de participantes 8,5 milhões. É possível encontrar kits completos para skate
com valor inferior a 100 reais (veja um kit) em sites como a netshoes.


O levantamento realizado pelo datafolha revela que o número de praticantes do esporte
por domicílio cresceu de 5% para 11% entre 2009 e 2015. Sendo que em alguns domicílios
existem mais de um praticante, o que resulta em uma média de 1,18 participantes por
domicílio.


Rayssa Leal, fada do skate - Foto: reprodução facebook  


As mulheres tem crescido em número e alcançado grande destaque no esporte, como
é o caso de Melissa Lobo, 12 anos, que é a 4º no ranking nacional (saiba mais). A
pesquisa revela que o skate é um esporte majoritariamente praticado por homens,
sendo eles 81% dos praticantes em paralelo aos 19% de praticantes do sexo
feminino. Entretanto, o número de mulheres que andam de skate também cresceu.
Entre 2009 e 20015  cerca de 1.600.000 mulheres aderiram a prática do esporte o
que representa um crescimento de 9% em relação aos dados de 2006.

Nós sabemos que não é fácil encontrar um bom lugar para dar aquele rolé e que
não é nada responsável se arriscar andando em vias públicas. Se você é um
aficionado pelo esporte e não sabe quais as pistas para frequentar visite a listagem
das 15 pistas mais insanas no país segundo o site casa do skatista (você pode visualizar
a localização das pistas pelo mapa, Pistas do país).

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Novas tecnologias no jornalismo


Com certeza você já ouviu falar sobre realidade virtual, mas você sabe qual a história
por trás dessa tecnologia que anda tão em alta hoje em dia?


As primeiras aparições dispositivos que seguem o conceito de realidade virtual datam de
mais de 100 anos atrás. Mais especificamente em 1838, Charles Wheatstone, idealizou o
primeiro óculos que permitia observar imagens de forma imersiva, pode se dizer que o
estereoscópico de Charles Wheatstone foi o primeiro dispositivo de realidade virtual.


A história da realidade virtual é antiga, mas também tortuosa. Por ser uma tecnologia pouco
acessível, os dispositivos que permitem a imersão em outras realidade não caíram no gosto
do público de imediato. Mais de 100 anos se passaram para que a realidade virtual chegasse
às mãos dos usuários finais.


O grande custo para produção e consumo de dispositivos de realidade virtual foi a principal
causa do desaparecimento desses dispositivos. Houveram diversas tentativas de emplacar
essa tecnologia, todas mal sucedidas. Entretanto, em 2012, Palmer Luckey, por meio de
uma campanha de financiamento coletivo, deu início ao projeto do oculus rift, o que fez as
atenções se voltarem novamente para a possibilidade de experimentar outras realidade.


Google cardboard - Fonte: dailydot.com


Com os grandes investimentos de empresas como a google a realidade virtual tornou-se
acessível e hoje pode ser experienciada, por exemplo, por meio dos óculos de realidade
virtual, como é o caso do Google cardboard, lançado em 2014.


Assista o vídeo do Tecmundo e saiba mais.


Jornalismo de imersão


Ao poucos o jornalismo tem se aberto e adaptado às novas tecnologias que vem surgindo.
Aliado a essa abertura o barateamento das tecnologias de consumo de realidade virtual tem
criado um campo perfeito para o jornalismo imersivo, que tem como objetivo primário
permitir o público experienciar as histórias contadas.


Segundo o artigo “JORNALISMO IMERSIVO: PERSPECTIVAS PARA OS NOVOS
FORMATOS” de William Robson Cordeiro e Luciano Costa o jornalismo imersivo começa
a ganhar visibilidade em 2012 através do documentário de  Nonny de la Peña, Hunger in
Los Angeles, no festival de cinema de Sundance.



Resultado de imagem para Fukushima (PT) | 360 VR Video | EL PAÍS Semanal
Reportagem: Fukushima, vidas contaminadas - Fonte: El País
As grandes empresas de comunicação estão descobrindo que proporcionar ao público a
experiência de viver o fato é mais interessante do que somente ler ou ver sobre. Grandes
nomes do jornalismo internacional já se adaptaram à nova realidade de consumo de
notícias,empresas como New York Times e o El País já possuem materiais totalmente
imersivas como The displaced, New York Times, e Fukushima, vidas contaminadas, El País.

Resultado de imagem para Rio de lama
Poster do curta Rio de Lama - Fonte: Youtube


No brasil, um exemplo de jornalismo imersivo é o documentário de Tadeu Jungle,
Rio de lama, que tem duração de 9 minutos, retrata a situação dos sobreviventes
da vila Bento Rodrigues, Mariana (MG), que em 5 de novembro de 2015, foi destruída
pelo rompimento da barragem do fundão, sendo este o maior desastre socioambiental
do país.


Fotos e vídeos 360°


As fotos e vídeos em 360° são cada vez mais comuns no jornalismo. Grande parte da
desmistificação desta tecnologia se dá pelo barateamento da produção e consumo.


Nas redações jornalísticas fotos e vídeos em 360° permitem que o usuário viva a notícia.
Diversos meios de comunicação como a CBC News, San Francisco Chronicle já aderiram
a ideia em seus sites. O crescimento de materiais em realidade virtual é notável nas
empresas de comunicação pela linguagem que essa tecnologia proporciona.

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Carro da google street view com câmera 360° - Fonte: VentureBeat


As fotografias e vídeos em 360° podem ser produzidas e consumidas desde aparelhos mais
simples como Smartphones e Cardboards, respectivamente, até dispositivos mais
complexos como a GoPro Rig e o Oculus Rift. A acessibilidade a esse tipo de tecnologia
permite o usuário a produzir conteúdos para plataformas como o Google Street View, onde
é possível que o usuário compartilhe suas fotos em 360° de forma colaborativa.


Inventário afetivo de objetos: Crônicas e fotografias imersivas



O projeto elaborado pelos professores Lorena Tarci e Leo Cunha, do Centro Universitário de
Belo Horizonte (UniBH) traz em sua essência conteúdos que misturam objetos, tecnologia e
sentimento.


Com um misto de imagens em 360° e textos que emocionam, o site, hospedado na
plataforma wix, reúne histórias de alunos do 7° e 8° período do curso de jornalismo,
subdivididas em 4 tópicos: objeto e família, objeto e mundo, objeto e eu e objeto
e escola.

Página inicial do site: Inventário afetivo de objetos: Crônicas e fotografias imersivas


Toda a ambientação do site evoca o sentimento de profundidade, ressaltada pelo universo
em sua home page. Mas a imersão real se revela pelos depoimentos dos alunos e seus
registros em 360°, como é o caso da matéria da aluna Regiane Garcia que relata em seu
texto “Aventuras de uma míope”, sua relação com os óculos desde seus 8 anos.

O espaço de estudo e experimentação de fotos em 360° e o jornalismo imersivo se mostra
bem utilizado em sua totalidade e proporciona ao leitor a dinâmica do aprendizado das
novas tecnologias que surgem na atualidade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Definições Webjornalismo

Instantaneidade 

A instantaneidade em suma se refere a velocidade em que a noticia é entregue. O fato de saber algo quase que imediatamente após o ocorrido é comum nos dias de hoje, sendo isto efeito da evolução tecnológica, entretanto antes da internet, saber de noticias de forma instantânea era uma exclusividade do radio.



Hipertextualidade 

Em linhas diretas a hipertextualidade em web é uma variação do tradicional texto jornalistico que oferece ao leitor liberdade de consumir o conteúdo na ordem que desejar. Ao contrario do LEAD tradicional encontrado em publicações padrões de jornais a hipertextualidade tem como característica o entrelaçamento de informações o que permite uma leitura dinâmica.


Multimedialidade 

Em uma definição rasa a multimedialidade pode ser definida como a junção de 3 elementos,  texto, perspectivas, como multiplataforma, polivalência e combinação de linguagens. Em multiplataforma entende-se o esforço de diversos meios jornalísticos, em uma união de recursos, para a produção de conteúdos mais aprofundados. Por polivalência compreende-se em primeiro plano a mediática que pressupõe um jornalista a serviço de mais de uma empresa de comunicação, em segundo a temática sendo um jornalista cobrindo diversos assuntos sem especialização em nenhum, por fim em funcional é pressuposto o jornalista exercendo mais de uma função em seu ambiente de trabalho. A multimedialidade como combinação de linguagens evoca a ideia de união das mídias (texto, imagem e sons) com intuito de melhor oferecer a informação.


Ubiquidade 

A ubiquidade evoca a ideia de presença simultaneamente em todos os lugares. Ao que se compreende a ubiquidade no espectro jornalistico indica a presença da informação em diversos lugares. Desta forma é compreensível a ideia de que todos possam participar da produção do conteúdo. 



Personalização

A personalização em suma se trata da adaptação dos meios no oferecimento de conteúdo sob demanda. De fato os leitores podem pre-selecionar conteúdos que o interseram como as próprias empresas podem oferecer conteúdos que interessam o leitor por meio de algorítimos que mapeiam os gostos do leitor. 


Interatividade 

A interatividade ao que parece está enraizada no conceito de jornalismo colaborativo. A evolução tecnologia permitiu que leitores fizessem parte da noticia, tanto como consumidores e em alguns casos como complementadores das noticias. A interatividade está presente em todos os tradicionais  meios de comunicação, entretanto na internet ela encontra campo perfeito para expor seu real potencial.


Memoria 

A conceito de memoria remete a ideia de que todo o conteúdo esta guardado para uma eventual visita ao passado. Seja pelo jornalista, por exemplo, que pode buscar o conteúdo com finalidade de contextualização de um novo fato ou pelo leitor que pode buscar informações antigas por interesses próprios.